96 Ao Infinito
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Faixa #2 • 4:53 •
Instrumental: Menfis • Scratches: Guze •

Letra de O Sangue

Verso 1 - Expeão

Desbravo a noite escura, busco luminosidade

Cada linha minha é uma busca pela liberdade

Só falo a verdade

E a verdade te libertará

Cresci com os gunas

Testemunhas de Jeová

Linhas sinceras, vivi a realidade,

Filho de deus, cresci na era da tempestade

Bandido lírico

Num mundo sem lei, o sentimento é crítico

Num mundo dealema 5 tas com delay,

Respeito é conquistado não é dado de bandeja,

Cada verso é uma oração uma pleja,

Rezo na igreja

Ando nas ruas na sombra dos antepassados,

Revoltas e insurreições nos olhos dos maltratados

Na selva urbana busco a libertação,

Pena escrita permanente e gravada na frustração,

A folha rasgada revela o osso

Fica a cicatriz,

Tinta derramada pelo sangue do nosso país

Refrão - Mundo Segundo

Escrevemos pela vida

O sangue que nos corre pelas veias é a tinta

(É dealema em mais uma investida)

Desde o ponto de partida

O sangue que nos corre pelas veias é a tinta

(Como se não houvesse amanhã)

Verso 2 - Mundo Segundo

És da Era com muita pinta pouca tinta na caneta

Muita finta alguém que sinta esta equipa é como um cometa

Passamos uma vez na vida cruzamos a atmosfera

O transe da escrita vivida na alma que vocifera

Quem me dera que tudo fosse como um fosso

Para conheceres a fundo como a vida é

Agridoce assim que pisas este mundo

Deste me um motivo válido

Num quadro pálido,

Cálido é o que escrevo, se és inválido

Pousa a caneta sai e vê como o império cai

Como uma mãe que cria um filho, aqui não há pai!

O poeta vai honrar a escrita como um samurai

Diferenciada e única como obras no Dubai

Ser delemático, lunático, multi-temático

Subterrâneo tal e qual lençol freático

Catedrático, o coletivo martela cabeças de martelo pneumático!

Refrão - Mundo Segundo

Escrevemos pela vida

O sangue que nos corre pelas veias é a tinta

(É dealema em mais uma investida)

Desde o ponto de partida

O sangue que nos corre pelas veias é a tinta

(Como se não houvesse amanhã)

Verso 3 - Maze

A chave da saída, faísca criativa

Escrevemos pela vida, sem dúvida

Palavra é dádiva, a escrita é emotiva

Sativa, activa a língua nativa

Ignição, o coração é vórtice

Conexão, ligação directa ao córtice

O amor à Arte supera misérias

Humor escarlate ferve nas artérias

A rima verte da clepsidra egípcia

Transfusão de hemoglobina lírica

Desde miúdo, com conteúdo

Sob pressão, aerosol como expressão

O sol brilha, dar o litro a cada linha

Em prol da prole, pelo futuro da minha filha

A voz é livre, vive sem preconceito

É Dealema, tatua no peito

Refrão - Mundo Segundo

Escrevemos pela vida

O sangue que nos corre pelas veias é a tinta

(É dealema em mais uma investida)

Desde o ponto de partida

O sangue que nos corre pelas veias é a tinta

(Como se não houvesse amanhã)

Verso 4 - Fuse

Pensamento é soco forte

Como fogo em Shaolin

Como o sangue…

Que escorre pelo aço é flamejante

Entretém-te e vem-te enquanto o mundo arde

Hecatombe cultural, estado de calamidade

Focado na revolução mental esperto como Espártaco

Fusão num mundo à parte ectoplasma

Dealemático

Poeta nunca morre, imortalizo uma canção

Não escolho a morte, escolho a vida em mais uma sessão

Informação ao núcleo ainda bate no tambor

Chavalo que não esquece o bairro vá para onde for!!!

DLM – escrita é clube de combate

Temos fãs como canais por baixo da tua cidade

Desde 1996 no sangue,

Fiz a tropa no 2º piso ao som de wu-tang

Eu escrevo pelo amor… pela dor… pela fome

Porque a força que há em mim é enorme

Refrão - Mundo Segundo

Escrevemos pela vida

O sangue que nos corre pelas veias é a tinta

(É dealema em mais uma investida)

Desde o ponto de partida

O sangue que nos corre pelas veias é a tinta

(Como se não houvesse amanhã)

Videoclip de O Sangue

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