Ninguém finge no quinteto e quando atinge o esqueleto
Quem se cinge a um amuleto impinge o obsoleto
Grave bate nas costelas na trave telenovelas
Sentinelas em ruelas sem ti nelas, sinto nelas
A essência do que somos caminho da terceira
Década seguida sem descer da primeira,
Jogador do meio campo o carregador do piano
DJ ambidestro o set (7) é de Cristiano,
Pisamos palcos como quem pisa uvas
Nesta trilha somos o sol que brilha em época de chuvas
Deitado em curvas mas nunca cortei a caminho
Envelheço bem durmo em pipa de vinho
Nunca mesquinho desalinho do Zé Povinho
Escrita M/18 ainda és muito novinho
A tua equipa não vale um tradicional das Caldas
Ainda cheiras a leite, vamos-te mudar as fraldas.
Expresso rápido, oráculo Dealemático
Decifra o código, alinhamento astrológico
Balas e bolinhos, somos Tarantinos
Bandidos no estúdio, na rua são meninos
Fugi ao narcotráfico, eu vi o equinócio
Terrorismo sónico, o estrondo foi catastrófico
Bro, eu não rimo eu rezo
Não me fico eu meço-te
Dás início eu cesso (Ei! DJ!)
MC’s espremem a minha rima
com sede de quem não bebe da fonte divina
Comecei no parque, vinha com visões de grandeza
Da pura arte, não pra pôr comida na mesa
Com o Mundo no segundo, meias de licra
Manos com estrica, sacrificamos a nossa vida
Até te esticas, como diz o Rato
DLM, DJ Guze no prato
Oficialmente aberta a época de caça
Lâmina que rasga a jugular da farsa
Chicotadas verbais em plena praça
Língua Afiada
Misturo inglês com tuga como pussy no Camboja
Baba balooba ó bulá bai-me à loja
Serás emancipado, mas não sairás perdoado
Fusível, ofereço-te electrochoques no teu crânio
No ativo não conhece quem andou a sedativo
é Dealema – banda de rock alternativo
007 com licença pra matar todo o rap
que hoje em dia tem licença para falhar
Ei Siri!!! Ei ei Aumenta o som!
Vendemos beats a manetas negócio chave na mão
snapback ativa o filtro face swap no Snapchat
Snapshot ao lado do Maze viras um playboy
Do 8 ao 80 só na rima
De Mogwai a Gremlin só depois da meia noite com a tua prima
Acordaste com os olhos em bico
queres que te anime?
És chato GPT tretas, escreve, eu ensino
Surpresa, idiota, batemos-te à porta
De sobretudo janota como um agiota
Peso-pluma és almofada de sumaúma
Tufo liga o strob, começa a festa da espuma
Caluda, já li esses livros de auto-ajuda
Em suma, sem vida não muda merda nenhuma
És sôfrego, sem fôlego, sempre a escamotear
Trôpego a cambalear, tás a titubear
Um trombudo sisudo com rima rombuda
Ouve, o amolador, de língua pontiaguda
Sendo franco, és só armanço, fecha pra balanço
Ficas manso quando vês a katana Hatori Hanzo
Memento mori, toda a gente morre, ’à priori
Fim, sem um satori ’à posteriori
Mas enfim, apesar de estar a gastar latim
Educamos-te assim, com método montessori
Oficialmente aberta a época de caça
Lâmina que rasga a jugular da farsa
Chicotadas verbais em plena praça
Língua Afiada

