96 Ao Infinito

Doutros Tempos

96 Ao Infinito

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Faixa #6 • 3:30 •
Instrumental: Menfis •

Letra de Doutros Tempos

Verso 1 - Mundo Segundo

A escrita é de outros tempos

Rainha era a caneta

Não vou passar a tocha

Se é fraco o estafeta

Trazemos água benta

Para expulsar o capeta

Um álbum sai p'ra fora

Há mais três na gaveta

Mentes que dão à luz

O nunca antes visto

Em nome de Jesus

Eu jamais serei Cristo

Um misto de emoções

Que no teu peito brotam

Dealema é para os que pensam

Aqueles que se importam

Todo aquele que não navega

Ao sabor do vento

'Tá a nadar contra a corrente

Do deslumbramento

Letras que valem mais

Que números que não contam

Damos-te pérolas raras

Que esses números não compram

Subida foi a pulso

Não viemos à boleia

Inspirados pelo amor

Rimamos sem plateia

Somos uma alcateia

Em noite de lua cheia

A fome é grande

E esta não vai ser a última ceia

Refrão - Mundo Segundo

Dealema é como o tempo

Chove conhecimento

É como a luz do sol

Que tu vês brilhar

Se um dia nos perdermos

Volto a este momento

P'ra que nos possamos

De novo encontrar

Verso 2 - Expeão

Corro no bairro

Como Rosa Mota

Quando a prosa brota bato record

Não há derrota

A minha tropa ataca,

Foca na caça

Expeão não há competição,

Que se foda a taça

As pedras da calçada

Choram ao nosso fado

Tentas vir contra nós

'Tás embriagado

Ataco

Como um guerreiro terracota

Se a tua rima não der moca

A gera volta

As tuas não batem

Nem aos ressacas

Testamos neles

A pura das ruas nefastas

Rimoxicodependentes

Overdose lírica

Linguística

Desafia as leis da física

O quiromântico

Eu venço com o espírito santo

E não me refiro ao banco

Milionário lírico assalto

Jesus

Cobre-me com o teu manto

Lava-me com o teu sangue sagrado

Fascinado

Passei p'a o outro lado

E voltei

Refrão - Mundo Segundo

Dealema é como o tempo

Chove conhecimento

É como a luz do sol

Que tu vês brilhar

Se um dia nos perdermos

Volto a este momento

P'ra que nos possamos

De novo encontrar

Verso 3 - Fuse

Quando a morte te encontrar

Que te encontre vivo

Abram os portões de fogo

Somos nós os cinco

Foi há trinta dezembros

Somos mais de trezentos (Gaia)

O mito é real

Dealema é de outros tempos

Gladiadores do coliseu

Filhos do submundo

Chave para a luz

Como o livro dos defuntos

Palavras dão chapadas

Como efeitos visuais

Não usamos tela verde

As rimas são reais

Nova Gaia, Invicta

Coragem e saúde

Iberico-latinos

Com uma puta de atitude

Escrita de Pessoa

Visão de Júlio Verne

Génio de Da Vinci

(Somos DLM)

Autores de poesia

Já não usamos vírgulas

Cortamos frases com verdades

Ao som de guilhotinas

Pintamos na tua memória

Salvadores Dali

A nossa biografia é história

Contada por ti

Refrão - Mundo Segundo

Dealema é como o tempo

Chove conhecimento

É como a luz do sol

Que tu vês brilhar

Se um dia nos perdermos

Volto a este momento

P'ra que nos possamos

De novo encontrar

Verso 4 - Maze

Viaja do nível atómico

Até ao cósmico

Nostálgico, analógico

Mas vanguardista crónico

O algoritmo lírico

No teu sistema límbico

Labirintico

Quinto elemento sónico

Pedagógico

Surrealista patológico

Diagnóstico anti-extremista

(É lógico)

Cada conquista

Contra a vara chauvinista

Ridiculariza

Todo o discurso escatológico

(Antagonistas)

Refluxo ácido sarcástico

(Alquimistas)

Fluxo canónico Dealemático

Caligrafia clássica

Imaculada e única

Carga de tinta infinita

Na esferográfica

A pena sulca o papel

Assinatura explendida

Esquece o excel

Cibercultura rendida

Acólitos atónitos

Em estados catatónico

Poético afoito

Rimo até ficar afónico

Videoclip de Doutros Tempos

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