96 Ao Infinito

Beijos e Balas

96 Ao Infinito

Featuring: Manel Cruz
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Faixa #7 • 4:40 •
Instrumental: Mundo Segundo •

Letra de Beijos e Balas

Refrão - Manel Cruz

Beijos e balas…

De braço dado

O amor e a revolta…

Verso 1 - Maze

A doçura, o confronto, o encontro a tortura

A ternura, o disparo, a amargura, o amparo

As trincheiras que cavamos serão sempre as nossas covas

Cóleras de estimação escondem negras nódoas

Gostos e desgostos, rostos em pólos opostos

Os drones dos monstros sobrevoam de olhos postos

Fogos-fátuos acendem a pólvora nas feridas

Mas o beijo é manifesto, dele dependem nossas vidas

Verso 2 - Mundo Segundo

Se amar é pecado, então eu já nasci culpado

Beijo de Judas deixa o peito todo furado.

Rezam por ti enquanto apertam o gatilho

Sorriso forçado, disfarçado de brilho

Línguas dormentes vêm com sabor a chumbo

Falam mal do topo mas querem sair do fundo

O divino é um cadáver num quarto sem janelas

A verdade Parabelum atravessa costelas

A raiz de todo o mal somos matemáticos

Teóricos retóricos e pouco práticos

Sucessos meteóricos, intergalácticos

Falsos simpáticos e nada empáticos

Há quem implore por amor e cuspa veneno

A esses não damos valor só fardo de feno

Círculo pequeno tamanho reduzido

Um beijo na testa respeito atribuído

Refrão - Manel Cruz

Beijos e balas

Caminhos da mesma semente

De braço dado

O amor e a revolta

Beijos e balas

Partilham o mesmo destino

Tão facilmente vão como voltam

Verso 3 - Fuse

Algoritmo sem padrão, vivo num sítio

onde o ego não se mede

Onde o esquecimento tenta curar

aquilo que a memória repete

Lado solar, lado lunar, serei um santo pecador

Atiro julgamentos para o ar, acerto no ódio e no amor

Trocamos a verdade nua para vestir uma falsa vaidade

Lavamos essa roupa suja na lavandaria da dualidade

Nem preto, nem branco, somos cinza no papel

Em bicos de pés no chão do inferno alcançamos o teto do céu

Verso 4 - Expeão

Rosto sem nome, olhos sem alma

Guetos no degredo, corpo sem alma

Noites sem fim, sem estrela-guia,

o som dos tiros, sirenes da polícia

A vida aqui é dura, ninguém quer estar só

Os becos, vielas, a luta e o pó

O medo é o patrão, mas não intimida,

Filho da madrugada, faca na ferida.

Quando morrermos, ergam monumentos

Que se abra o templo, tentamos-te purificar por dentro.

Inundar-te com fragrâncias divinais

Quando morrermos, enterra-nos nos canaviais

Que a terra cuspa o nosso corpo

Nascemos no Porto, Massarelos, palácios e castelos

Choram as ruas, lê os sinais

Eternas chuvas torrenciais

Refrão - Manel Cruz

Beijos e balas

Caminhos da mesma semente

De braço dado

O amor e a revolta

Beijos e balas

Partilham o mesmo destino

Tão facilmente vão como voltam

Outro - Manel Cruz

Beijos e balas

Monstros e anjos

Luzes e sombras

Amor e mágoa

Deuses e homens

Fúria e calma

Cinzas e sonhos

Beijos e balas

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