Fomos do vale ao topo e do topo até ao vale
E quanto vale a experiência de um joelho que rale
Na queda da encosta pouca gente gosta,
Pouca gente posta, pouca gente mostra
A fratura exposta da verdade que vivemos
Carregamos aos ombros em escombros o peso do que escolhemos
Metade do que escrevemos escrevemos pela metade
Poetas em contramão mas sempre com frontalidade
Danos colaterais caminhos bilaterais
Desbravamos terrenos, menos com menos dá mais
Somos o que comemos então evito animais
Longe de parabéns e seres artificiais
Sem extremos radicais no meio está a virtude
Pensamento transgénico é gordura e fast food
Não seguimos rebanhos, zerados, vimos de origem
Orientados pelo que somos e não pelo que dizem.
Que a mensagem seja palavra de ordem
Fonte de luz entre o caos e a desordem
Enquanto os homens pouco a pouco se consomem
Plantamos sementes para que solos se transformem
Que a mensagem seja palavra de ordem
Fonte de luz entre o caos e a desordem
Enquanto os homens pouco a pouco se consomem
Plantamos sementes para que solos se transformem
Emergimos do abismo do nosso silêncio
Vozes ecoam nas ruas, o clima é tenso
As rugas, os traumas as fendas profundas
Sementes germinam em terras fecundas
Nunca confundas com modas absurdas
Marcas gravadas na carne, são inúmeras
batalhas travadas, num jogo de sombras
Soa o alarme, revolvem as vísceras
Bombas rebentam, as forças são míseras
Combate o peso do chumbo nas pálpebras
O sangue jorra da ferida que arde
O medo invade, coragem que é tarde
Anunciámos as distopias, agora vive-as!
Sonhamos com utopias, é hora, cria-as!
Palavra é prana, alimenta a alma
Chama que ilumina, vida numa palma
Liricista do segundo piso pentagonal
Ei Fusível, Inspector Mórbido, nasci num bloco
24 horas por dia não perderia a conexão
Relação de sangue, poesia afasta a depressão
Nunca cortei com o microfone, mantenho a fome
Paixão que fulmina é lamparina que consome
JÁ FUI agarrado à vida por um fio
HOJE SOU agarrado à vida por um filho
O nosso metaverso nunca foi digital
Metafórico universo laço físico e mental
Abranda a tua perceção o mundo é rápido demais
Miúdos não aguentam, são órfãos no offline
DLM, perdi a conta quantos palcos parti
Gerações de energia sente-a dentro de ti
Na solitude abraça a solidão se o mundo não te entende
Quando ouvires Dealema mano grita para sempre
Que a mensagem seja palavra de ordem
Fonte de luz entre o caos e a desordem
Enquanto os homens pouco a pouco se consomem
Plantamos sementes para que solos se transformem
Que a mensagem seja palavra de ordem
Fonte de luz entre o caos e a desordem
Enquanto os homens pouco a pouco se consomem
Plantamos sementes para que solos se transformem
De luto pela liberdade, negra verdade
Na igreja da batalha o sistema falha
Não há quem nos valha, geração rasca, marginalizada
Chamados de escumalha, vida no fio da navalha
Aqui não vem a câmara da televisão
E a realidade é mais estranha que a ficção
Pelos meus eu faço uma oração, nas horas de aflição
Porque eu amo Deus de todo o coração
Escrevemos pela humanidade, criamos um mundo à parte
Do sofrimento, fazemos arte
No centro da tempestade Dealema parte
Os céus estão abertos para conquistar Marte
Testemunha o milagre da criação
Estamos de volta é a nova ressurreição
Fazemos história em derrotas ou vitórias
Tudo o que temos agora são memórias

