96 Ao Infinito
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Faixa #3 • 4:12 •
Instrumental: Screwaholic • Scratches: Guze •

Letra de Mensagem

Verso 1 - Mundo Segundo

Fomos do vale ao topo e do topo até ao vale

E quanto vale a experiência de um joelho que rale

Na queda da encosta pouca gente gosta,

Pouca gente posta, pouca gente mostra

A fratura exposta da verdade que vivemos

Carregamos aos ombros em escombros o peso do que escolhemos

Metade do que escrevemos escrevemos pela metade

Poetas em contramão mas sempre com frontalidade

Danos colaterais caminhos bilaterais

Desbravamos terrenos, menos com menos dá mais

Somos o que comemos então evito animais

Longe de parabéns e seres artificiais

Sem extremos radicais no meio está a virtude

Pensamento transgénico é gordura e fast food

Não seguimos rebanhos, zerados, vimos de origem

Orientados pelo que somos e não pelo que dizem.

Refrão - Mundo Segundo

Que a mensagem seja palavra de ordem

Fonte de luz entre o caos e a desordem

Enquanto os homens pouco a pouco se consomem

Plantamos sementes para que solos se transformem

Que a mensagem seja palavra de ordem

Fonte de luz entre o caos e a desordem

Enquanto os homens pouco a pouco se consomem

Plantamos sementes para que solos se transformem

Verso 2 - Maze

Emergimos do abismo do nosso silêncio

Vozes ecoam nas ruas, o clima é tenso

As rugas, os traumas as fendas profundas

Sementes germinam em terras fecundas

Nunca confundas com modas absurdas

Marcas gravadas na carne, são inúmeras

batalhas travadas, num jogo de sombras

Soa o alarme, revolvem as vísceras

Bombas rebentam, as forças são míseras

Combate o peso do chumbo nas pálpebras

O sangue jorra da ferida que arde

O medo invade, coragem que é tarde

Anunciámos as distopias, agora vive-as!

Sonhamos com utopias, é hora, cria-as!

Palavra é prana, alimenta a alma

Chama que ilumina, vida numa palma

Verso 3 - Fuse

Liricista do segundo piso pentagonal

Ei Fusível, Inspector Mórbido, nasci num bloco

24 horas por dia não perderia a conexão

Relação de sangue, poesia afasta a depressão

Nunca cortei com o microfone, mantenho a fome

Paixão que fulmina é lamparina que consome

JÁ FUI agarrado à vida por um fio

HOJE SOU agarrado à vida por um filho

O nosso metaverso nunca foi digital

Metafórico universo laço físico e mental

Abranda a tua perceção o mundo é rápido demais

Miúdos não aguentam, são órfãos no offline

DLM, perdi a conta quantos palcos parti

Gerações de energia sente-a dentro de ti

Na solitude abraça a solidão se o mundo não te entende

Quando ouvires Dealema mano grita para sempre

Refrão - Mundo Segundo

Que a mensagem seja palavra de ordem

Fonte de luz entre o caos e a desordem

Enquanto os homens pouco a pouco se consomem

Plantamos sementes para que solos se transformem

Que a mensagem seja palavra de ordem

Fonte de luz entre o caos e a desordem

Enquanto os homens pouco a pouco se consomem

Plantamos sementes para que solos se transformem

Verso 4 - Expeão

De luto pela liberdade, negra verdade

Na igreja da batalha o sistema falha

Não há quem nos valha, geração rasca, marginalizada

Chamados de escumalha, vida no fio da navalha

Aqui não vem a câmara da televisão

E a realidade é mais estranha que a ficção

Pelos meus eu faço uma oração, nas horas de aflição

Porque eu amo Deus de todo o coração

Escrevemos pela humanidade, criamos um mundo à parte

Do sofrimento, fazemos arte

No centro da tempestade Dealema parte

Os céus estão abertos para conquistar Marte

Testemunha o milagre da criação

Estamos de volta é a nova ressurreição

Fazemos história em derrotas ou vitórias

Tudo o que temos agora são memórias

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