MCs no fundo queriam-nos ver pelas costas
Apostaram tudo perderam as apostas
A curto prazo, só burlões vigaristas
Mas Dealema valoriza as ações dos acionistas
Devias ter tomado medidas preventivas
Contra liricistas que fazem de MCs múltiplas vítimas
Vinis pegajosos nas mãos do dj, contêm vírus
És activo na rádio, somos radioactivos
Segundo piso é o culto do liricismo
A base do rap como na religião o hinduísmo
É o Arqueiro, divido a tua flecha a meio
Em cheio, asas de um anjo, voz de guerreiro
Camuflados, atacamos de surpresa
Dealema, altera a consciência portuguesa
DJs, B-boys, Writers, MCs
A representar sem pensar em rádio e TVs
Hipnóticos, como mantras tibetanos
Respira fundo, cada rima são 100 anos
Ainda não sabias as profecias
Tu és um conto de fadas somos espíritos guias
Rimas geladas no tempo sentem o pulso da cidade
Relógios parados marcam a nossa eternidade
Efémero num segundo mas mas eterno numa pista
Guerreiro do norte como o Nuno “O boxista”
Aqui cicatrizes são mapas do tempo
Cada corte é um ensinamento vil e violento
Não mártir nem santo sou o resto que insiste
Como a chama que vive na lama onde nada existe
Na noite longa eu aprendi a ser farol
Vi a escuridão da alma ser arrombada pelo sol
Não luto para ser rei ou para virar senhor
Mas para que nenhum ser viva curvado à dor
Cicatrizes no percurso enriquecem o arquivo
Cada queda na encosta da serra um curso intensivo
A mente que se abre a novas ideias jamais
Voltará às suas medidas originais
Se o coletivo cai, que seja em marcha não em fuga
Que a nossa queda alimente uma nova luta
Não queremos lugar numa mesa que não é justa
Aprende o valor do quanto a verdade custa
Homem da invicta
Dono de vontade infinita
É mais um dia na luta
Quando a alma levita
Nessa sombra maldita
Será sempre recta a conduta
Homem da invicta
Dono de vontade infinita
É mais um dia na luta
Quando a alma levita
Nessa sombra maldita
Será sempre recta a conduta
O caminho é tortuoso mas o passo é firme
Já morri tantas vezes, renasci mais forte
Estou a ganhar fôlego, qu’a subida é íngreme
A noite está tão escura, mas não perco o Norte
Coragem nunca some, o verbo não dorme
Há quem afirme, a força é enorme
A chama no meu peito é fogo que consome
Já chega de lamento, tu absorve o golpe
O corte deixa marca, mas também nos move
O medo paralisa, mas a fé responde
Somos donos e senhores da nossa própria sorte
A luta é urgente, soem já o alarme
O regime oprime, mas temos tanta fome
Somos uma irmandade que ninguém dissolve
Se ainda respiramos, não há quem nos dome
Já são 30 anos a enganar a morte
O quinto anjo - Fuse
Pesado como Hitchcock de faca na cortina do teu duche
Ciclone classe 5, reclusos do novo mundo
Novo disco - 2026 abalo sísmico
Paixão ainda fulmina, acende a chama olímpica
Ainda sinto o cheiro a Napalm em cada sílaba
Poesia Dealemática - neurocirurgia
A nona sinfonia, destruição de Shiva
Dealema lenda urbana que o povo não esqueceu
30 voltas ao teu sol com o fogo de Prometeu
Distribuir amor pelos PALOPS expansão
Partículas de Deus vibramos noutra dimensão
Mental, “nada criminal”, como Hannibal “na escrita canibal”
Oriundo com orgulho de Ramalde
Levanto a cara, não é sangue, é tinta num mural
Na vida, no meu corpo, Dealema é intemporal
Homem da invicta
Dono de vontade infinita
É mais um dia na luta
Quando a alma levita
Nessa sombra maldita
Será sempre recta a conduta
Homem da invicta
Dono de vontade infinita
É mais um dia na luta
Quando a alma levita
Nessa sombra maldita
Será sempre recta a conduta

