96 Ao Infinito

Guerreiros Indomáveis

96 Ao Infinito

Featuring: Zacky Man
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Faixa #8 • 4:46 •
Instrumental: Ventura No Beat • Scratches: Guze •

Letra de Guerreiros Indomáveis

Verso 1 - Expeão

MCs no fundo queriam-nos ver pelas costas

Apostaram tudo perderam as apostas

A curto prazo, só burlões vigaristas

Mas Dealema valoriza as ações dos acionistas

Devias ter tomado medidas preventivas

Contra liricistas que fazem de MCs múltiplas vítimas

Vinis pegajosos nas mãos do dj, contêm vírus

És activo na rádio, somos radioactivos

Segundo piso é o culto do liricismo

A base do rap como na religião o hinduísmo

É o Arqueiro, divido a tua flecha a meio

Em cheio, asas de um anjo, voz de guerreiro

Camuflados, atacamos de surpresa

Dealema, altera a consciência portuguesa

DJs, B-boys, Writers, MCs

A representar sem pensar em rádio e TVs

Hipnóticos, como mantras tibetanos

Respira fundo, cada rima são 100 anos

Ainda não sabias as profecias

Tu és um conto de fadas somos espíritos guias

Rimas geladas no tempo sentem o pulso da cidade

Relógios parados marcam a nossa eternidade

Efémero num segundo mas mas eterno numa pista

Guerreiro do norte como o Nuno “O boxista”

Verso 2 - Mundo Segundo

Aqui cicatrizes são mapas do tempo

Cada corte é um ensinamento vil e violento

Não mártir nem santo sou o resto que insiste

Como a chama que vive na lama onde nada existe

Na noite longa eu aprendi a ser farol

Vi a escuridão da alma ser arrombada pelo sol

Não luto para ser rei ou para virar senhor

Mas para que nenhum ser viva curvado à dor

Cicatrizes no percurso enriquecem o arquivo

Cada queda na encosta da serra um curso intensivo

A mente que se abre a novas ideias jamais

Voltará às suas medidas originais

Se o coletivo cai, que seja em marcha não em fuga

Que a nossa queda alimente uma nova luta

Não queremos lugar numa mesa que não é justa

Aprende o valor do quanto a verdade custa

Refrão - Zacky Man

Homem da invicta

Dono de vontade infinita

É mais um dia na luta

Quando a alma levita

Nessa sombra maldita

Será sempre recta a conduta

Homem da invicta

Dono de vontade infinita

É mais um dia na luta

Quando a alma levita

Nessa sombra maldita

Será sempre recta a conduta

Verso 3 - Maze

O caminho é tortuoso mas o passo é firme

Já morri tantas vezes, renasci mais forte

Estou a ganhar fôlego, qu’a subida é íngreme

A noite está tão escura, mas não perco o Norte

Coragem nunca some, o verbo não dorme

Há quem afirme, a força é enorme

A chama no meu peito é fogo que consome

Já chega de lamento, tu absorve o golpe

O corte deixa marca, mas também nos move

O medo paralisa, mas a fé responde

Somos donos e senhores da nossa própria sorte

A luta é urgente, soem já o alarme

O regime oprime, mas temos tanta fome

Somos uma irmandade que ninguém dissolve

Se ainda respiramos, não há quem nos dome

Já são 30 anos a enganar a morte

Verso 4 - Fuse

O quinto anjo - Fuse

Pesado como Hitchcock de faca na cortina do teu duche

Ciclone classe 5, reclusos do novo mundo

Novo disco - 2026 abalo sísmico

Paixão ainda fulmina, acende a chama olímpica

Ainda sinto o cheiro a Napalm em cada sílaba

Poesia Dealemática - neurocirurgia

A nona sinfonia, destruição de Shiva

Dealema lenda urbana que o povo não esqueceu

30 voltas ao teu sol com o fogo de Prometeu

Distribuir amor pelos PALOPS expansão

Partículas de Deus vibramos noutra dimensão

Mental, “nada criminal”, como Hannibal “na escrita canibal”

Oriundo com orgulho de Ramalde

Levanto a cara, não é sangue, é tinta num mural

Na vida, no meu corpo, Dealema é intemporal

Refrão

Homem da invicta

Dono de vontade infinita

É mais um dia na luta

Quando a alma levita

Nessa sombra maldita

Será sempre recta a conduta

Homem da invicta

Dono de vontade infinita

É mais um dia na luta

Quando a alma levita

Nessa sombra maldita

Será sempre recta a conduta

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