Dedos Finos

Património

Dedos Finos

Featuring: Sam The Kid
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Faixa #7 • 5:40 •
Instrumental: Sam The Kid •

Letra de Património

Intro

E o tema da mensagem de hoje é:

"Cuidando do seu maior património"

Como é que eu sei qual é o meu maior património?

Nosso maior património é aquele

Que nos faz ter maior atenção, maior investimento

Verso 1 - Blasph

Marcha lenta, reflexo de nada, só flex, só leta

Meu jogo de cor leva uma nota preta

Tu ainda és Virgo, mastigo a malagueta (Em nome do Pai)

A hóstia hoje acompanha com caviar

Vais ter que aceitar esta pólvora

Eu hei de ir um dia mas fica a obra

Já fodeste a jante com essa manobra

Pagaste a um jardineiro quando eras tu a cobra

Nunca se leva uma puta à ópera

Já vi que operamos diferente com o me'mo utensílio

Meu cachet não vale as roupas do meu filho

Por isso o meu trilho às vezes leva-me ao tio Emílio

Não me convém ser farejado por um canídeo

Dinheiro da música ou um vitral numa basílica

A consciência já não pesa, fado o talento que me iliba

Acendo o meu nite, ajeito a jaqueta

Se o futuro era bright, agora cega-te a vista

(Huh) Teu excesso de atitude espiga a boulevard

Isso 'tá-me a atrapalhar, foca mais no teu placard

Enquanto eu corro p'a ir buscar um sedan no Samucar

Ecrãs embutidos nos encostos de cabeça

Nada que o tio Diluva não mereça, já senti a minha alma presa

Agora acordo como se tivesse me'mo a vir a sobremesa

Dêmos agora todos as mãos, irmãos

[Refrão: Blasph]

Deus me livre, teu património cadente

Não quero ser mais um ferido abatido na selva cimento

Que se afogou no monopólio com o peso do pingente

Senhor só quero ser eu me'mo, agora e p'ra sempre (Me'mo)

Verso 2 - Blasph

Sou reservado, nunca foi pelas damas

Não foi febre, eu já suei nessas camas

Só que só durou umas semanas

Verdade é que só chulava e queria-me vir nas pestanas

Uh, drip não encomendas do eBay

Vou ter de te tirar daí, frutas no meu bolo-rei

Obsoleto como o blu-ray

'Tavas no folheto? Talvez, boy, não liguei

Isolei-me e fui ouvir "My Way" do Sinatra

Só me vês na red carpet com uma bitch mais alta

Para tudo, fight na esplanada

O importante agora é que tu não prestas p'ra nada

Toda frita à frente da manada, ninguém resiste à panada

Machine afinada, o óleo 'tá quente

Sul e o Oriente, o move muda tudo como um puto desobediente

Foi desagradável não entrares neste episódio

Eu percebo o teu ódio, não dá p'a dividir pódio

Tu até podes vir todo entupido de ópio

Faz-te falta o harmónio que te faz tornar património

Interlúdio - Sam The Kid

O maior património que um homem possui

É a sua própria alma

E como dono dela, o nosso Senhor

Garante um seguro vitalício e eterno

Quando é que aprendes? Que não é vender a alma

É pôr a alma no que vendes (É pôr a alma no que vendes)

Então pausa no teu browser

Não há cláusula que me enclausure

Verso 3 - Sam The Kid

Não me aburgueso, eu 'tou no berço a ler o meu sermão

E eu não 'tou preso a um boss soberano

Eu não dou posse, eu não dou preço

Queriam que eu vendesse um mano e eu não sou esse irmão

Eu não sou esse Mira (Não)

Eu sou corão, eu não me vendo

E o vento não me vira nem me vigariza

Uma divisão que eu não racho mais

Vida indie, não me endivida e eu taxo baixo

Não faz sentido editora p'ró som que um gajo faz

Eu entrego um álbum e ela o que é que me traz? Sofás?

No meu divã difiro ondas, no dele não vejo til

E eu vejo que ele só tem estilo têxtil

Num texto ele não dripa, nem vejo skill num tímpano

E os “Heys” que ele ad-liba, galei nuns mil

Clones de ícones e há mil modos

P'ra hoje em dia haverem mil bodes em billboards

E likes malaicos de amigos hebraicos

Contratos antigos com artigos arcaicos

Tapar o bronze e ala

E à pala de umas plaquitas que ele pensa que nos iguala

Só fala em muitas visitas, é a nova Suzy Paula

Não é só musical a mala que o meu negócio embala

'Tão sócio, gala o meu sacerdócio, não é só cigala

E eu nunca fui do jet set ou andei com a gente certa

Gente deserta p'ra deixar de ser mais uma etcetera (Huh)

Essa fama engana, dá grana, mas só te afana bens

Que fama tens? A fama que só chama charlatães?

Pff, parabéns, leva um queijo e um magalhães

Meus álbuns não serão alheios, mano, eu trabalhei-os

P'ra um dia serem património igual a Guimarães

Talvez aprendas quando houver noção em giveaways

Paleios p'ra que anseies massa

Inventam prémios e querem que os pavoneies na praça

E o cortejo passa, num contexto de farsa

Quando eu te vejo, eu penso e peço um grande desejo de graça

[Refrão: Sam The Kid & Blasph]

Que Deus me livre de ter um património cadente

Não quero ser mais um que é só consumido ironicamente

Que enlouqueceu no moneycómio dum demónio influente

Eu só quero ser eu me'mo, agora e p'a sempre (Amen)

Verso 4 - Sam The Kid

Há quem tenha que assinar a patente ou o negócio mara

Tenho a visão diferente, eu miro à frente como a Simara

E eu não vim p'a te ensinar a ser igual a mim, mas

Na minha história não há final

Eu trago a história do Limahl, são vidas alcalinas

É a sina d'um pro, amadureci

E mesmo assim ainda 'tou em cima na mó

Eu oxigeno o meu género

Ninguém me ensina um dó nem uma pequena tese

Eu sou mecenas, só peço apenas que a pena pese

Eu tenho a fé de um salmista que até um ateísta crê

'Tão não compares o meu disco ao teu, se é lixo gourmet

Tu queres saber a diferença e ninguém te diz porquê

Porque o meu rap fez escola, o teu fez a lista V (Hahaha)

Videoclip de Património

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