Colete Amarelo

Colete Amarelo

Single
Featuring: Loromance
13 Junho, 2019 Instrumental: Devakuo 4:27

Letra de Colete Amarelo

Refrão

Este é o nosso dialecto

Politicamente incorrecto

Quando o V começa a dar na cara

Não para (*2)

Eles querem saber quando é que a maquete sai para a net

Quando é que eu vou para a Estrada , quando é que é o Coliseu

Manos dizem que o mano Estraca é o novo Valete

Que se foda esse wero wero, o novo Valete sou eu

Rima inata, perversa como um homocrata

Até à data sou o único rapper homeopata

Vens armado em acrobata ficas sem omoplata

Segue a carta do cartel aqui é plomo o plata

Todos perguntam me o que é que eu acho do Uzi Vert

Todos perguntam me o que é que eu acho do SippinPurp

Manos 'bora falar do nosso cenário encenado

´Bora falar dos mercenários no nosso senado

´Bora falar do mecenato de Raul Solnado

Eu quero ser mais um soldado contra Bolsonaro

Vê me a levitar beef sabes que é de evitar

Não há que duvidar o Viris é uma divindade

Estudei Pio XI, o Papa Nazi

Depois da rima do Babalaze eu ganhei Paparazzis

Eu sonho em ser timoneiro sonhas com um Mazeratti

Sou pioneiro mas rafeiro como um Materazzi

Redes sociais, são o teu momento solene

Entravas em depressão se acabasse o instagram

A escola só nos difama por isso eu Makukulo

Que se foda Vasco da Gama ensinem Shaka zulu

Aqui não há rap de paka mano, aqui não há cadelas

Teu flow é barco à vela, o meu é arte, é aquarela

Viris esburaca como Freeway na Rockafella

E é patriarca quando saca aquela acapela

Fico fodido quando penso no mano Rodrigo

Que apanhou a dama dele na cama com o melhor amigo

Cortou o gajo bem feito, 3 cortes no peito

Cobiçar a dama dum tropa e o máximo desrespeito

Tu queres os holofotes

A gente resolve o problema como Victor Zolotov

A gente dissolve e como os rappers como estrogonofe

Já sabes que todas as estrofes são cocktail molotofs

Lembro quando a democracia ainda nos merecia

E quando diziam que a plutocracia era uma heresia

Hoje o diabo te amacia e se delicia

E já não temos poesia com la policia

Viris assola, degola, Viris não protocola

Ainda escrevo com a mesma bitola de Francis Ford Coppola

Sou velha escola santola, como pager Motorola

Viola no saco mano, não contas pó´ totobola

Não beefo com a quantidade de manos que damas comem

Beefo com essas Damas que engravidam só para prender homens

Parabéns caçaste a presa com a tua esperteza

Cabra Um dia karma chegará podes ter a certeza

Onde o HipHop se mascara, Viris não para lá

As barras de energia rara como pó de guaraná

as barras são do Niagara e acabam no Paraná

Zukas dizem que a rima sara e dão me saravá

Lá na zona só se debate sobre a nova escola

Quem é o novo Maradona quem é o mano que move a bola

Quem é o novo Zidane, quem passará no exame

Dillaz, Hollyhood, Slow J , Prof ou G-Son

Isto é loucura como outrora lá no Bora Bora

Minha rima é tipo chora depois e chora agora

Mato inimigos com ataques aéreos fora de horas

Como americanos mataram afegãos em Tora Bora

Refrão

Este é o nosso dialecto

Politicamente incorrecto

Quando o V começa a dar na cara

Não para (*2)

Segunda-feira - 24 Junho, 2024