[Verso 1]
Rastafari ao longe enquanto eu olho de surra
Onda branda no mar e eu vou ficando na tua
Decadência metódica da dependência da jura
Troca de olhares acompanham o compasso da cura
Não sinto nada sinto o que quero sentir
Não sei viver o que eu já só faço é existir
A vida passa parece que ando a dormir
Escrevo estas barras para me poder exprimir
Mas não sei onde é que vou e o que vou descobrir
A minha nau anda perdida neste mar de ilusionismo
Vagueio sem nexo, conteúdo perplexo
Tinta da caneta pesa com o balanço dos remos
Por aí, navegando, por aqui
Balançando, sem um fim
Escrevo um poema e vou falando para mim
[Refrão]
Eu falo para mim sobre o que está a acontecer
Sobre o que está a acontecer
Dou dois passos para trás e acabo sempre por ceder
E eu falo para ti sobre o que está a acontecer
Momentos perdidos, sorrisos prendidos
Fazem-te arrepender
[Verso 2]
Fazem-te arrepender
Não sei onde é que estás sei que me deste prazer
Passado é passado, se não for para o viver
Meto aquilo na bagagem que não consigo esquecer
Esconder? Não faz parte do plano
Desta vez não fico a ver atrás do pano
Peguei na nau rumo ao now e agora só paro
Quando for para causar dano, causar dano
[Refrão]
Eu falo para mim sobre o que está a acontecer
Sobre o que está a acontecer
Dou dois passos para trás e acabo sempre por ceder
E eu falo para ti sobre o que está a acontecer
Momentos perdidos, sorrisos prendidos
Fazem-te arrepender

