R
Deixa o coração falar
Num amanhã mais puro
Vou desafogar
O passado no presente do futuro
Deixa o coração falar
Num amanhã mais puro
Vou desafogar
O passado no presente do futuro
V
A cidade pedia que eu acordasse cedo
Me misturasse no meio da manada feito um borrego
Cumpria horário, picava o ponto
Figura do otário, já não me encontro
Quando apanhava esse autocarro, tinha o confronto
De um Maserati a passar ao lado, sem desconto
Lá ia eu fazer um ordenado mínimo
A levar ordens por um dízimo
Fino, e tu tira-mo
'ca vida de um gajo era bulir a servir um tiramisu
Fomos todos engolidos, maldição dos esquecidos
Agora escrevo rimas, antes escrevia pedidos
Lá ia eu p’ó meu bules
Admirar mais uma aurora sonolenta
Com a cidade que me rodeia
Sonora e cinzenta
Decora e atenta
A dor que transmito é
Amargura no
Amar cura, sou
Fidalgo sem armadura numa
Paixão amadora que não amadura, tou
Perdido na tristeza
Esquecido na frieza
Ferido na dureza
Faz parte da nossa natureza
Também sei que nos dias d'outrora
Isso era mais difícil
Tenho crença no próximo
Não tenho crença no míssil
Portanto, relaxa, abafa essa raiva
Corre, dança, sê feliz na chuva ou na saraiva
Eu Fui feliz
Pensei em ti
Cuidei dos meus
Éramos raiz
Eu era dali
E só
Rezava a Deus
"Tudo bem, sem stress, relax.."
Obrigado por teres aturado o meu devaneio
Que alívio esse remédio p’ó remedeio
Obrigado por abençoares a minha vida e a minha casa
Obrigado a toda a gente que me abraça
Obrigado 'pa todo o irmão e 'pa toda a irmã
Eu sei que são poucos que sentem
Se um gajo morrer amanhã
Eles chamam-me príncipe, por que será?
Partir do princípio, a ver no que dá
Rimar foi um vício
P
Eu
Decidi ficar
Esta cidade não te dá valor, contudo
Eu decidi ficar
Eu
Decidi ficar
Esta cidade não te dá valor, contudo
R
Deixa o coração falar
Num amanhã mais puro
Vou desafogar
O passado no presente do futuro
Deixa o coração falar
Num amanhã mais puro
Vou desafogar
O passado no presente do futuro
