Santos Da Minha Mente
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Faixa #6 • 3:31 •
Instrumental: Joana Rodrigues •

Letra de Lugar

Estou cercada por homens gigantes

Nos ombros trazem cordas e armas possantes

É, pois, uma cilada que eu já vi muito antes

Postos em fileiras pra enfrentar flagra

Ratos fazem filas pra evitar semblantes

Dos escombros fazem casa, muros lancinantes

Não é pra ser morada, é só pra figurantes (pois)

Essa fez-se tão escassa, é só pra visitantes

“Nem tente, siga em frente”

Decadente é a verdade que adormece,

cegamente diluída na cidade que obedece,

francamente poluída, quantidade que enlouquece (pois)

Já não sobra gente, (pois) esquece!

Limitadas por razões cortantes

Pessoas são forçadas a serem distantes

Prontamente caladas, não são protestantes

Sem querer, já estão marcadas como irrelevantes

Pois, pois, pois

Se eu não chegar a lugar algum,

Levem-me na correnteza de um rio leve

Por este andar nunca vou ter nenhum (pois)

Tanto pra lutar e uma vida tão breve

Se eu não chegar a lado nenhum,

Levem-me na correnteza de um rio breve.

Ando à procura de um lugar comum (pois)

Para estender o meu corpo, antes que este me leve

É raro sobrar gente, só os ambulantes

É sobre roubar gente, bolsos abundantes

Não os de toda a gente, só os dos gigantes x2

Olhos postos no além,

Os homens de tão grandes não veem ninguém

No lugar das pupilas, pupilas não têm

Andam a medir vilas pra ver quem mais tem

Mandam queimar as filas porque lhes convém

Dormem da mesma forma se queimam alguém

Acaso, é até, talvez, porque lhes saiba bem

Pisam ossos, são os nossos

Os destroços são pescoços esmagados pelo chão

Docilmente, misturados no betão

Bruscamente, aproveitados, porque não?

Certamente, para uma nova construção

Fachada, gentilmente, esculpida a cinzel

Será que desta vez vamos ter um bordel?

A realidade crua hoje é tão cruel

Não é pra ser morada, é só mais um hotel

Videoclip de Lugar

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