Menino da Mamã

Como É Que 'Tás

Menino da Mamã

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Faixa #4 • 2:00 •
Instrumental: Cunha Beats •

Letra de Como É Que 'Tás

Verso 1 - Piruka

São duas da madrugada

E procuro uma vida a sério

Nunca se passa nada

Fico à porta do meu prédio

Meu tropa gira-me a broca

Ou passa no meu cota Arménio

A Quisaca 'tá na casota

Os ressacas querem remédio

Penso em fazer império

Juntar uma grana

Pôr bem os meus filhos

Pôr bem dona Susana

E se não for de som a som

Há-de ser grama a grama

Ou acabo em cima de um palco

Ou eu vou acabar em cana

Nunca foi vida louca

Foi mais vida de lama

A disparar as minhas tiras

Na sombra do De La Peña

Aqui sentes o cheiro a fome

Cada um faz a sua cama

E há quem beba todos os dias

Sem comer uma semana

Refrão - Piruka

Como é que ‘tás?

Os anos vão passando

Eu quero saber

Como é que ‘tás?

A vida bate forte

O teu futuro o que é que traz?

No pouco eu fiz muito

No muito, eu quero mais

E tu, como é que ‘tás? (x2)

Verso 2 - Piruka

Como é que eu ‘tou

‘Tou acordado e agradecido por mais um dia

A ver os beaus todos tortos

Com ataques de esquizofrenia

Eu sou do tempo em que a Madorna

Era uma praça em cada esquina

Do Cabelo a dar remates na boca da moinaria

(Ai Meu Deus)

Corações com arritmia

Quartas meias e gramas

É o slogan da academia

Madre Mia

Faço parte da minoria

Vê o povo que vota numa cara nova

E nunca vê nada de novo

(Espera)

Aqui se falas muito cortam-te as artérias

Aprende a falar pouco e a não dizer asneiras

Aprendi cedo que não se brinca

Com gente que é séria

Olha que a fome não é fama

É fugir da miséria

Bridge - Piruka

Os anos vão passando, eu quero saber…

Refrão - Piruka

Como é que ‘tás?

Os anos vão passando

Eu quero saber

Como é que ‘tás?

A vida bate forte

O teu futuro o que é que traz?

No pouco eu fiz muito

No muito, eu quero mais

E tu, como é que ‘tás? (x2)

Videoclip de Como É Que 'Tás

Sinopse

Como É Que 'Tás é uma carta aberta à rua, aos amigos do passado e ao próprio tempo. Piruka reflete sobre o que ficou para trás e como as escolhas moldaram o presente. É um check-in emocional que mistura melancolia com orgulho de quem, apesar das quedas, continua a lutar por um futuro melhor. Uma pergunta simples com um peso enorme: como é que estás, mesmo?

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