Linguagem Marginal

Linguagem Marginal

Single
10 Fevereiro, 2022 •
Instrumental: Mundo Segundo e Sam The kid •

Videoclip de Linguagem Marginal

Letra de Linguagem Marginal

[Verso 1: Sam The Kid]

A minha língua tem palavra: honra

E garra nascida em quem a narra, mas lida com uma bizarra montra

Há quem se agarre ao fascínio e já se inspira noutra

Porque imagina que é giro, mas na piscina é gota

Eu não prescindo, eu dou-te a zona que eu cresci

Na ponta da caneta com um cachimbo na boca

Eu falo Marvilense sem diploma, oral ou extenso

É o idioma que me pertence e me leva a Roma

E eu não 'tou a falar de notas, estou a falar de letras

Daquelas que tu anotas a imitar outras vedetas

Nem que metas a tua vida inteira

Não me soa a verdadeiro e à pessoa que aparentas

Sou a mão que abençoa um brasão que me aperfeiçoa

Até que aprendas um calão que te afeiçoa sem legendas

A minha fonte é o meu espaço e aponto com um braço canhoto

Que uso para mais tarde dar-te um gafanhoto luso num compasso

A minha escrita não tem prazo, se tu tentasses, conseguias

Entra noutra fase, escreve um calhamaço com cedilhas

Tu mudas consoante modas e manias

Como acordos que tiram consoantes mudas em quantias absurdas

E eu não entro em mordomias

[Verso 2: Mundo Segundo]

A minha língua é Lusa, como é linda a musa

Como é linda é Suza, sprint de Hayabusa nunca finda a tusa

A cinta nunca acusa, metal aqui não se usa

Mente difusa recusa virar pedra p'ra medusa

Jus a um aprofundar constante

Cuspo petróleo desde o tempo do linóleo

Extenso e denso portfólio

Letras são espólio como hotéis no Monopólio

A indústria é o Capitólio que paraliso como Pólio

Orgulho engole-o, eternizo e infernizo silábico artesão

Nem preciso ser preciso, balança na precisão

Visualizo e realizo ciência sem ficção

Vocalizo, não viralizo, tens falhas na dicção

Com falhas na BIC, são vacilos em dominó

Esse nariz com fricção tal e qual um esquimó

Turista de riquexó, romântico Dom Quixote

Com fotos que por si só são Photoshop ao barrote

És coffeeshop sem stock, puro flop sem papéis no lote

O meu forte casado com arte sem anéis nem dote

Tu sem sorte dou-te o corte sem arma nem porte

Douro o Norte e pouco me importa que o Midas me toque

Só sou Pop se for Lock, puro verifica o L.O.P

Sim, coloco semente na terra à espera que brote

Nos PALOP lucro sem calote, sou bruto a galope

Estalão Lusitano, um choque forte perigo de morte

Sou Segundo desde sempre, primeiro para muita gente

Primeiro para muita gente, 100% eloquente

Sim, tu sente, sou doente, no beat sou residente

Sou distinto e medalhado a convite do Presidente

Eu sou persistente, focado e obstinado, jamais desistente

Pois já estava destinado não ser conivente com o que é falsificado

Sou um combatente com espada de aço temperado

Vitorioso inesperado, jamais desesperado

Quantas vezes me inspirei por estar desinspirado?

Quantas vezes fiz do medo o melhor aliado?

O meu silêncio já diz tudo mesmo quando estou calado

'Tá fechado

Índice