Ontem, Hoje e Para Sempre
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Faixa #7 • 3:44 •
Instrumental: Tommas •

Letra de Eternamente

A cada dia que passa

Eu tento ser melhor

Não quero ser perfeito

Quero ser maior

Tenho mágoas no meu peito

Que eu deitei fora

Águas do passado

Já não me afogam

Eu ‘tou sempre quente

Tipo um aquece dor

Na verdade eu sou mesmo

Quem aquece dores

‘Tão-me a dizer que eu salvei a vossa vida?

Também salvei a minha a ler os vossos nomes

Minha primeira vez num estúdio

Sabem como foi?

Encontrei um mano a rimar

Com um grupo de amigos

Não conhecia ali ninguém

E eram todos mais velhos

Mas claro que eu me ofereci

Eu posso rimar contigo

Devia ter uns 13 anos ou 14 quase

Eles tinham todos 20 anos

E eram muitos mais

Improvisamos ali todos um bocado

Até que um deles perguntou

Se alguma vez tinha gravado

Tão verdade

Nunca tinha ido ao estúdio

Tinha um microfone em casa

Mas eu nem lhe dava uso

Gravei as primeiras maquetes

Com o meu mano Preto

Passávamos horas com o Rap

O que é que 'tá diferente?

Eu lembro-me de ir do beco

Até minha casa

A improvisar com cada coisa

Que eu via passar na rua

Eu não me esqueço

Toda gente me gozava

Até que depois eu rimava

E qualquer um deles destruía

Rimei na esplanada do Mac

Matei grunhos, matei betos

Quando eu tinha 16 já não era normal

Agora todos dão-me afeto

Dizem “Guga ‘tás tão fat”

Mas quando eu não ‘tava quente

Já era um animal

Disse a todos que eu não parava

Até eu ser quem quero

Onde é que eles andam?

Não sei onde andam para ser sincero

Os que ainda cantam

Ninguém sabe o nome deles

E os poucos que não me ouvem

‘Tão todos pelos cabelos

A vida passa e eu ‘tou a crescer

Chama-me casa, chama-me tempo

Dá-me asas p’ra ser eu sempre

Voltavas e eu voava contra o vento

Ponho no estúdio todo o meu ser

De janeiro até dezembro

O que eu penso

Palavras ficam Eternamente

'Tou a crescer

Chama-me casa, chama-me tempo

Dá-me asas p’ra ser eu sempre

Voltavas e eu voava contra o vento

Ponho no estúdio todo o meu ser

De janeiro até dezembro

O que eu penso

Palavras ficam Eternamente

A minha mãe sabe o quanto eu trabalhava

E o quanto por isto eu dava

Mas às vezes tem saudades minhas

Toda a minha vida soube bater portas

Mas não sou de bater portas

Nem elas batem sozinhas

Queriam que eu desistisse

Mas não passa nada

Eu dei luta a cada verso

Vinha mais pesado

Eles bem tentaram descartar-me

Viram que não dava

‘Tou há 10 anos na corrida

E ainda não ‘tou cansado

Quanta gente disse

“Guga tem cuidado, isso não é um meio certo, muito menos lucrativo é”

Sabia bem o que é que eu tinha planeado

Para mim ou era Rap

Ou eu não queria mais ficar de pé

Aos meus 18 tatuagem no pescoço

Depois tatuei logo a mão

Porque eu não queria outra saída

Ou era o Rap a funcionar

Ou eu não funcionava

Realmente o Rap sempre foi a minha vida

A vida passa e eu ‘tou a crescer

Chama-me casa, chama-me tempo

Dá-me asas p’ra ser eu sempre

Voltavas e eu voava contra o vento

Ponho no estúdio todo o meu ser

De janeiro até dezembro

O que eu penso

Palavras ficam Eternamente

Voltavas e eu voava contra o vento

Palavras ficam Eternamente

Voltavas e eu voava contra o vento

Palavras ficam Eternamente

‘Tou a crescer

Chama-me casa, chama-me tempo

Dá-me asas p’ra ser eu sempre

Voltavas e eu voava contra o vento

Ponho no estúdio todo o meu ser

De janeiro até dezembro

O que eu penso

Palavras ficam Eternamente

Videoclip de Eternamente

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