O Amanhã Não É Permitido
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Faixa #2 • 3:01 •
Instrumental: Ruca •

Letra de Porta Abaixo

[Verso 1]

O império aqui é de Cesar

Acrescenta duas vogais

Mas o nome mais constante

Só tem uma consoante e

Duas vogais

Esse não conhece dono

Só não cuspo no prato que como porque ainda lá

Como sofrem de amnésia

Cortesia sem longo prazo

Numa redução de espaço

Eles empinam o nariz

Para poder torcer o braço

Evita o aço das algemas

Não caminhes num compasso

Põe te atento aos sinais

Dinheiro abre pontos vitais

Pénis, órgãos genitais

Feminino

Por que à quarta e ao sábado

A torre tem senhorio

Não me inclino ao inquilino

Nem lhe pago subsídio para me sentir protegido

Declino presente

De um feito

Feito outrora

Embora a gente não goste

Ninguém reescreve a história

Memoria domina inspira

Cabeça caligrafia

Caso venhas a ruir

Que isto seja cartografia

[Refrão]

Eu vejo sombras no meu quarto, alto

Afinal é a bófia a mandar a porta abaixo

Eu vejo sombras no meu quarto, alto

Afinal é a bófia a mandar a porta abaixo

[Verso 2]

Porcos lavam-se na lama

E pensam que ficam mais limpos

Só se inundam ainda mais

Enquanto esperam os famintos

Que os comam de cebolada

Com papel na emboscada

O silencio aqui diz tudo

E eles juram não dizer nada

Traficantes já pagaram mais estudos do que o estado

A filhos de bófias

Mas isso tu não notas

Estafetas têm rotas

Cobradores sabem rótulas

Vê se anotas que

Não é por venderes

Branca a caras novas que grades não são as mesmas

Por que crime é unidade

Vida são às dezenas

Hienas

Ficam a espera que o leão cace

Que encha a barriga e que o alimento não escasse

Quem não rouba ou não herda

Cresce a viver na merda

Cão que ladra nunca ferra na selva feita de pedra

Somos filhos da terra

Da terra que nos vai cobrir

Como cobrimos segredos até a hora de partir

[Refrão]

Eu vejo sombras no meu quarto, alto

Afinal é a bófia a mandar a porta abaixo

Eu vejo sombras no meu quarto, alto

Afinal é a bófia a mandar a porta abaixo

[Verso 3]

A quem eu já dei a mão

Agora só me aponta dedos

Só revelamos o que somos na altura dos nossos medos

E questionamos o que somos

Quando sabemos quem fomos

Para onde vamos levamos a enxada

Com que cavamos um futuro visto às cegas

E negas que isso te assusta

Contas planos bancários a imaginar planos de fugas

As paredes têm revistas

Mas a casa tem molduras

Afixadas por pessoas desoladas

Alojadas

Em casas com rendas

À espera de serem pagas

Quando crescemos partimos

E tudo para trás abandonamos

Mas vemos que não crescemos

Na hora que regressamos deram-nos à luz

Onde a morte passa num ápice

O futuro é incerto

Visto que está escrito a lápis

Diferentes atos e finais

Como coordenadas para táxis

O único certo permanente é o teu nome numa lápide

[Refrão]

Eu vejo sombras no meu quarto, alto

Afinal é a bófia a mandar a porta abaixo

Eu vejo sombras no meu quarto, alto

Afinal é a bófia a mandar a porta abaixo

Eu vejo sombras no meu quarto, alto

Afinal é a bófia a mandar a porta abaixo

Eu vejo sombras no meu quarto, alto

Afinal é a bófia a mandar a porta abaixo

Videoclip de Porta Abaixo

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