[Bezegol]
Podia aproveitar para explicar meu sentimento,
Abrir meu coração e mostrar o que vai cá dentro.
Podia aproveitar para explicar meu pensamento
E até justificar o meu comportamento.
Mas sei que a forma que recebes nem sempre é o que eu dou,
E que isso te diz sobre mim aquilo que eu não sou.
Em tempo chateou-me, mas agora já passou…
É só mais uma pessoa, boy, que se equivocou.
[Deau]
Seja qual for teu julgamento,
A única coisa que eu pretendo é aguentar
A doença do inferno, para quando o remédio santo é veneno,
Olhar-me ao espelho sem medo,
Sabendo que o pior é aquele em que é preciso sentir o mesmo
Para refletir aquilo que já se fez sofrer.
Vozes de burro não chegam ao céu,
E isso não é problema…
Eu também não quero saber
Se eles sabem ao certo aquilo que eu tenho p’ra dizer.
Berro porque aprendo com o erro!
Não imaginas o número de vezes
Em que eu te digo o que isto ensina, com a ferida a doer!!!
Conheço cada uma que me rebentou por dentro,
Ao ponto de já não caber em mim,
Foi a aguentar a ’tar altura delas, que eu, a pouco e pouco, cresci.
Se na hora que a vida me puser à prova
Eu meter os pés pelas mãos,
É para, quando agarrar oportunidades,
Virar o mundo ao contrário e correr.
Até à próxima…
Os louros no pódio, só força no corpo,
Pa nenhuma parte viver do ódio por quem morri de amores.
Senti que o peso nos ombros é o rosto onde se encontra
Os cheiros da flor da pele,
Com que quero cobrir o tecido da alma o resto da vida toda…
Então, tu: pow, pow, pow!
[Bezegol]
Podia aproveitar para explicar meu sentimento,
Abrir meu coração e mostrar o que vai cá dentro.
Podia aproveitar para explicar meu pensamento
E até justificar o meu comportamento.
Mas sei que a forma que recebes nem sempre é o que eu dou,
E que isso te diz sobre mim aquilo que eu não sou.
Em tempo chateou-me, mas agora já passou…
É só mais uma pessoa, boy, que se equivocou.
[Mundo Segundo]
Quantas pessoas afirmam, opinam,
Pensam que sabem… Não imaginam!
Lutas que travas dentro de portas,
Tu não te importas os narizes que empinam.
Muitos que cobram, poucos ensinam,
Almas de vidro, pedras atiram.
Dedo que apontam, mão que retiram,
Línguas que cortam… Nunca te viram!
Falam porque ouviram,
Formulam opinião,
Factos que omitirão…
Não abalam este ancião.
Esse filme não tem guião.
Sou pintado como um vilão,
’Tou na selva p'a ser leão,
Não p'ra ver passar avião.
Finto, pés no chão até ao topo do prédio,
Quem vive sem lutar é morto pelo tédio!
Não há remédio, peso médio,
Quando a morte bate à porta sem aviso prévio.
De noite, com um médio,
Sem luz e o destino em estranhos caminhos…
Cada um carrega a sua cruz
E a sua coroa de espinhos.
Não julgues os teus vizinhos
Se desconheces seus motivos…
Desgaste das 8 às 5
De vários patrões abusivos.
Por vezes somos conduzidos
E, às vezes, em erro induzidos,
Mas nunca iremos deixar
Que alguém nos venha emprenhar pelos ouvidos!
[Bezegol]
Podia aproveitar para explicar meu sentimento,
Abrir meu coração e mostrar o que vai cá dentro.
Podia aproveitar para explicar meu pensamento
E até justificar o meu comportamento.
Mas sei que a forma que recebes nem sempre é o que eu dou,
E que isso te diz sobre mim aquilo que eu não sou.
Em tempo chateou-me, mas agora já passou…
É só mais uma pessoa, boy, que se equivocou.
[Bezegol]
Podia aproveitar para explicar meu sentimento,
Abrir meu coração e mostrar o que vai cá dentro.
Podia aproveitar para explicar meu pensamento
E até justificar o meu comportamento.
Mas sei que a forma que recebes nem sempre é o que eu dou,
E que isso te diz sobre mim aquilo que eu não sou.
Em tempo chateou-me, mas agora já passou…
O monstro nunca adormeceu, só agora acordou.
